Presidente e relator da comissão falaram sobre a importância do processo

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Na próxima segunda-feira (21), a comissão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff reúne-se, às 17h, para definir o seu roteiro de trabalho. Logo após a eleição dos deputados Rogério Rosso (PSD-DF) e Jovair Arantes (PTB-GO) como, respectivamente, presidente e relator, os dois parlamentares falaram para os integrantes da comissão.

Rosso disse que o momento é delicado e que a sua tarefa como presidente será ouvir todas as partes, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório.

— O patrono da minha função é o povo brasileiro, representado pelos partidos políticos que estão na Câmara dos Deputados — disse Rosso, para quem a comissão, ao final, tem de apresentar “um trabalho digno que de fato apresente a verdade e a correção”.

O deputado disse que jamais havia passado por sua cabeça vivenciar um processo como esse e que o momento pede que todos tenham serenidade.

— Nossas instituições estão em jogo, nossa democracia está em jogo e temos a missão de reerguer o nosso país. Estamos passando por um perigoso princípio de uma crise institucional e, isto sim, é grave — afirmou.

— Outros países já passaram por crises semelhantes e o resultado não foi positivo quando enfrentado fora da Constituição — completou.

O relator, Jovair Arantes, começou seu discurso pedindo iluminação para a condução dos trabalhos.

— O homem ou a mulher que vem para essa Casa tem de assumir os desafios e vamos trabalhar para fazer um relatório que será importante para o país. Ele vai desagradar um dos lados, mas é importante dizer que eu, como relator, tenho que agir como magistrado — disse.

Jovair destacou que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff é o mais importante na sociedade brasileira nos últimos anos.

— Teremos momentos tensos, difíceis, mas estamos aqui para representar quem nos mandou para cá com a certeza de que cada um de nós está aqui para fazer o melhor — concluiu.

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