Depois que o show d’O Terno acabou no palco Axe, a multidão do Lollapalooza se aglomerou na frente do Palco Onix, onde o mestre do Talking Heads, David Byrne, apresentaria seu trabalho solo. O palco, absolutamente vazio, tinha apenas uma cortina de correntes, preparando bem o que viria: uma performance completamente diferente do que se viu no festival até agora.

Byrne entrou ao palco sozinho, sentou em uma mesa e explicou o cérebro humano, com “Here”, em uma introdução esquisita e intrigante. Aos poucos, os músicos da banda vão preenchendo o espaço, e o som só cresce com o desenvolvimento do setlist, com guitarras e muita percussão.

A apresentação é completamente inovadora; todos os integrantes caminham pelo espaço, dançam e cantam, resultando em performances que, definitivamente, marcaram o público do Lollapalooza, desde os fãs fiéis que se posicionavam na frente do palco, como todo o público atrás, que assistia ao espetáculo surpreso com o que acontecia. Logo no começo, nas ótimas “Everybody’s Coming To My House” e “Once In a Lifetime”, do Talking Heads, todo o povo do Onix já dançava empolgado. A banda funciona perfeitamente unida, tanto em momentos em que os integrantes passeiam sozinhos, como em músicas  em que todo o grupo se mexe junto, em coreografia. Nem a falha técnica breve, que interrompeu o som no meio de “I Dance Like This”, desanimou o público.

Byrne também se mostrou totalmente em casa, de vez em quando pegando a guitarra e no fim do show, colocando até uma bola de futebol no palco, que foi chutada por todos os músicos, no meio da performance.

O som apresentado por Byrne, que tem um clima world music, new wave e rock de vanguarda, marcou o sábado de Lollapalooza de um jeito muito único. O músico fechou a tarde com “Burning Down the House”, e depois de um “obrigado e boa noite” em português, deixou o palco com carisma e talento de sobra.

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