Jurídico do Grêmio fala sobre julgamento e revela prazo para decisão

A sexta-feira está sendo movimentada no Paraguai, na sede da Comissão Disciplinar da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). Pela manhã, aconteceu a audiência sobre o “caso Marcelo Gallardo”, com defesas realizadas por Grêmio e River Plate. O time gaúcho pede a reversão do resultado da segunda partida da semifinal da Copa Libertadores da América.

Os fatos que foram ao tribunal aconteceram durante a vitória argentina em Porto Alegre, por 2×1, na última terça-feira. Na oportunidade, o técnico Gallardo, que estava suspenso, se comunicou com seu auxiliar e ainda desceu ao vestiário no intervalo.

Após a audiência, em entrevista à Rádio Gaúcha, Leonardo Lamachia, diretor jurídico do Grêmio, falou sobre a audiência, a qual chegou ao final em volta das 13h (de Brasília).

“Estamos muito tranquilos e serenos. Fizemos tudo o que foi possível para defender os direitos do clube. A decisão cabe aos membros julgadores. Ficamos com uma boa impressão do que ocorreu”, disse. “Ouvimos duas testemunhas: um delegado da partida e outro da Conmebol. Foi uma audiência longa, mas nos foi oportunizado o direito de apresentar nossas razões”, adicionou Lamachia, que revelou o prazo para a decisão da Conmebol.

“A audiência acabou agora. O presidente de disciplina da Conmebol afirmou que os membros se reunirão pela parte da tarde para a decisão sair ou no começo da noite desta sexta ou amanhã pela manhã”, comentou.

Os advogados do River Plate, que passaram a noite analisando provas, apresentaram uma defesa por escrito. O clube argentino alegou que as infrações cometidas por Gallardo não são consideradas graves.

“A defesa do River tem 30 folhas e eles tentam descaracterizar a gravidade do fato. Eles dizem que o fato de ele ter se comunicado ao longo da partida e descer ao vestiário não seria grave”, falou Lamachia. “A existência do documento de fair play (assinado na véspera da partida) torna o fato de extrema gravidade. O River foi expressamente avisado que o Gallardo não poderia se comunicar. E, mesmo assim, ele desrespeita, isso torna, ao nosso sentido, gravíssima a situação”, completou.

Além de Lamachia, representaram o Grêmio na Conmebol o vice-diretor jurídico Nestor Hein, junto com os advogados Henrique Pinto, Jorge Petersen e o CEO Carlos Amodeo.

Hein destacou que “as coisas andaram bem”, mas que a decisão não compete ao Grêmio. O dirigente afirmou que o River contribuiu com a atitude de Gallardo e frisou que o clube gaúcho ainda pode recorrer da decisão.

“O River contribuiu muito para isso. Não foi uma atitude do Gallardo. Quem construiu esta ausência de fair play, foi o River Plate. O Gallardo foi um instrumento. Deixamos provado”, disse. “Caso o pleito do Grêmio não for deferido, podemos ir ao Tribunal de Apelações. Se isso ocorrer, podemos apelar em 24 horas e pedir efeito suspensivo para ter outra apreciação”, encerrou Hein.